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13/03/2018

  • O maior escândalo da história de Cornélio Procópio.

    Plantão Os Cobras da Notícia - Operação apura desvios de R$ 5,7 milhões na UTFPR e prende 20 pessoas Investigação é um desdobramento de uma auditoria interna realizada pela universidade em 2015. De acordo com a PF, nesta terça-feira (13), um mandado de busca e apreensão não foi

    Fonte: G1

    Coletiva de imprensa sobre a Operação 14 Bis é concedida nesta terça-feira (13) (Foto: PF/Divulgação)

    A Polícia Federal (PF) descobriu que todos os contratos oriundos de licitações firmados entre o campus de Cornélio Procópio da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no norte do Paraná, e empresas que prestaram serviços de manutenção, entre 2008 e 2015, foram fraudados.

    As investigações fazem parte da Operação 14 Bis, deflagrada na manhã desta terça-feira (13). A UTFPR informou que logo que recebeu as denúncias de irregularidades no campus, no segundo semestre de 2015, deu início às apurações por meio de auditoria e afastou os servidores. Veja a nota completa da instituição no fim da matéria.

    O delegado-chefe da Polícia Federal em Londrina, no norte do Paraná, Nilson Antunes da Silva, informou que, em dois anos e meio de investigações, foram identificados 20 contratos irregulares.

    A polícia prendeu 20 pessoas temporariamente e cumpriu 25 mandados de busca e apreensão. Foram apreendidos três barcos, carros de luxo, joias, 27 mil dólares em espécie e documentos.

    Também foram sequestrados e indisponibilizados bens dos investigados no valor de até R$ 5,7 milhões, que é o total, apurado até esta terça-feira, de desvios na instituição.

    Os mandados foram cumpridos em Uraí, Cornélio Procópio, Nova América da Colina e Maringá.

    O delegado-chefe da PF ainda detalhou que o ex-diretor do campus privilegiava empresas alvos desta operação.

    “Ele direcionava as licitações para essas empresas, que são três ou quatro, e supervalorizava os contratos. Eram contratos diversos, envolvia limpeza, mão-de-obra, manutenção do prédio, fornecimento de peças e combustível. Descobrimos, nesses dois anos e meio, que todos os contratos da universidade tinham fraude”, pontuou o delegado-chefe.

    A investigação começou a partir de apurações feitas por uma auditoria interna realizada pela própria instituição de ensino. Após a conclusão do procedimento administrativo, o ex-diretor-geral do campus Devanil Antônio Francisco e o ex-diretor de Administração e Planejamento da unidade Sandro Rogério de Almeida foram exonerados dos cargos.

    Foram presos os ex-diretores da UTFPR de Cornélio Procópio, empresários e 11 laranjas do esquema de corrupção.

    Todos os presos foram levados à delegacia da PF em Londrina, onde permanecerão à disposição da Justiça.

    Núcleos criminosos

     

    A PF descobriu a participação de dois núcleos criminosos que atuavam no esquema. Conforme o delegado-chefe Nilson Antunes da Silva, o primeiro núcleo era composto por três ou quatro empresas de Cornélio Procópio que atuavam diretamente no campus. Essas empresas sempre ganhavam as licitações de serviços.

    O segundo núcleo era composto por outras quatro empresas de pequeno porte, ligadas aos empresários de Cornélio Procópio.

    A PF informou que esses empreendimentos, boa parte deles em nome de laranjas, participavam de licitações em órgãos públicos federais e sempre venciam.

    “Constatamos que um grupo de empresários de Cornélio, com o auxílio do ex-diretor da instituição, obtinha privilégios nos procedimentos, prejudicando a universidade. Dois desses empresários tinham empresas de fachada para ganhar licitações em órgãos públicos federais. Quando uma não ganhava, a outra vencia o procedimento”, detalhou o delegado-chefe.

    A PF detalhou que os laranjas eram pessoas humildes, com pouca posse. A suspeita é de que essas pessoas emprestavam os nomes sem ter conhecimento do esquema.

    "Essas pessoas foram presas, e agora queremos saber se elas sabiam dessa história", pontuou Nilson Antunes da Silva.

    Um barco e um jet ski foram apreendidos durante a operação 14 bis (Foto: Victor Bittencourt/RPC)

    m barco e um jet ski foram apreendidos durante a operação 14 bis (Foto: Victor Bittencourt/RPC)

    Patrimônio

     

    Ao longo da apuração, que contou com o apoio da Corregedoria Geral da União (CGU) e da Receita Federal (RF), se descobriu que o ex-diretor Devanil Antônio Francisco possui um patrimônio incompatível com o salário que recebia quando era servidor público.

    A Polícia Federal informou que Francisco possui uma empresa, chamada de 14 Bis, para gerenciar o patrimônio.

    O ex-diretor é dono de dois prédios, com cerca de 60 quitinetes, está construindo um prédio luxuoso no município, tem carros importados e casas, ainda conforme a PF.

    Os suspeitos podem responder pelos crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, crimes contra o processo licitatório, sem prejuízo de outras implicações penais a serem constatadas.

     O que dizem as defesas

     

    O advogado de Devanil Antônio Francisco, Rogério Calazan da Silva, disse que o cliente não tem responsabilidade nenhuma sobre as irregularidades, pois foi induzido ao erro por subordinados.

    O advogado informou ainda que os procedimentos da universidade passam por todos os setores, e nenhum apontou falhas no procedimento.

    A defesa do ex-diretor do campus de Cornélio Procópio disse também que recorreu do procedimento administrativo que concluiu com a exoneração de cargo.

    O advogado de Sandro Rogério de Almeida, ex-diretor de Administração e Planejamento da unidade, não foi localizado pela reportagem para comentar a prisão.

    Nota da UTFPR

    A Reitoria da UTFPR esclarece que, tão logo recebeu as denúncias de irregularidades no câmpus, no segundo semestre de 2015, deu início às apurações por meio da auditoria interna da instituição e afastou os servidores envolvidos nas acusações.

    A partir das investigações internas, foram abertas sindicâncias e processos administrativos, que resultaram nas demissões do então diretor de Planejamento e Administração do campus Cornélio Procópio, Sandro Rogério de Almeida, e do então diretor-geral do Câmpus, Devanil Antonio Francisco.

    Cabe destacar, portanto, que a UTFPR tomou todas as providências de sua competência para que o patrimônio e a moralidade da administração pública fossem preservados. A Universidade reitera que continuará contribuindo para que as investigações sejam realizadas de forma rápida, efetiva e dentro dos preceitos do Estado Democrático de Direito.

    Operação contra desvios de recursos públicos prendeu 20 pessoas  (Foto: Divulgação/PF)

    Operação contra desvios de recursos públicos prendeu 20 pessoas (Foto: Divulgação/PF)

13/03/2018

  • Polícia Federal cumpre 20 mandados de prisões em Cornélio Procópio.

    Plantão Os Cobras da Notícia - Operação apura desvios de R$ 5,7 milhões de universidade pública no Paraná Policiais cumprem 20 mandados de prisão temporária em cidades no norte do Paraná na manhã desta terça-feira (13); gestores da UTFPR são alvos.

    G1 

    Operação investiga desvio de recursos no campus da UTFPR em Cornélio Procópio (Foto: Victor Bittencourt/RPC)

    Operação 14 Bis, deflagrada na manhã desta terça-feira (13), apura o desvio de cerca de R$ 5,7 milhões de recursos públicos no campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) em Cornélio Procópio, no norte do estado; 20 mandados de prisão são cumpridos.

    De acordo com a PF, gestores e empresas se uniram para fraudar licitações e contratos.

    A operação ocorre em parceria entre a Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF), a Controladoria Geral da União (CGU) e a Receita Federal (RF). O nome "14 Bis" é uma alusão à empresa criada para facilitar os desvios.

    Cerca de 90 policiais e servidores da CGU e da Receita Federal cumprem os 20 mandados de prisão temporária e os 26 mandados de busca e apreensão, além das ordens judiciais de sequestro e de indisponibilidade de bens.

    Nesta manhã, a universidade foi um dos alvo de busca e apreensão. Os mandados são cumpridos em Uraí, Cornélio Procópio, Nova América da Colina e Maringá.

     

    As investigações

     

    As investigações apontaram irregularidades graves em contratos celebrados entre a universidade e empresas que prestaram serviços de manutenção predial, de manutenção de ar-condicionado, de manutenção de veículos, de fornecimento de materiais de construção e de serviços de reprografia.

    Conforme a polícia, há a suspeita de obtenção de informação privilegiada, formação de grupo econômico, uso de documento potencialmente falso ou insuficiente para atesto de capacidade técnica, pagamentos superiores aos valores contratados, superfaturamento, sobrepreço, frustração de concorrência, suspeita de pagamento de materiais não recebidos ou desviados, entre outros.

    Segundo a PF, a UTFPR recebeu denúncia relativa aos fatos apurados na operação.

    Imediatamente, ainda conforme a polícia, adotou medidas em âmbito administrativo - a realização, por exemplo, de auditorias conduzidas por sua unidade de Auditoria Interna, além da demissão, mediante Processos Administrativos Disciplinares, de dois servidores envolvidos nas fraudes.

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