Postado dia 08/12/2018 às 22:23:33

  • Gaeco prende empresário em Londrina

    Gaeco em ação - Investigado por fraude do IPTU, empresário Carlos Azarias é preso em Londrina Empresário é acusada de liderar esquema que gerou prejuízo de pelo menos R$ 1 milhão aos cofres públicos londrinenses



Redação Blog do Gildo Alves

 

 

 Fraudes no IPTU teriam sido praticadas por servidores da Prefeitura de Londrina entre 2015 e 2017 - Foto: Arquivo

LONDRINA – O empresário Carlos Evander Azarias foi preso na manhã desta sexta-feira (7) na sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina. Ele é acusado de chefiar o esquema de fraude sobre os débitos do IPTU, que teria gerado ao menos R$ 1 milhão de prejuízo aos cofres públicos, entre 2015 e 2017.

A prisão de Azarias aconteceu praticamente por coincidência. Ele compareceu à sede do Gaeco nas primeiras horas do dia, a fim de prestar depoimento sobre o caso – e lá descobriu que já havia um mandato de prisão contra si, expedido pela 2ª Vara Criminal de Londrina.

De posse da ordem judicial, os promotores deram voz de prisão ao réu. “Ele é considerado o principal integrante do esquema. O pedido foi exigido pela reiteração da prática criminosa”, relatou, à Folha de Londrina, o promotor Leandro Antunes, um dos responsáveis pelo caso.

ENTENDA O CASO

O juiz da 2ª Vara Criminal de Londrina, Délcio Miranda da Rocha, acatou na quarta-feira (5) a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra os 28 acusados de envolvimento no esquema criminoso apurado pela chamada Operação Password. Com isso, os investigados passam a ser considerados réus na ação penal decorrente dos delitos em questão.

“Esta decisão já era esperada porque apresentamos uma denúncia com quadro probatório robusto. Ouvimos mais de 100 testemunhas na fase de investigação”, explicou Antunes.

A Password desvelou a existência de um esquema de fraudes praticadas por funcionários do Município, os quais realizavam cancelamentos de débitos de IPTU e modificações nas características de imóveis urbanos, com o fim de diminuir ou até mesmo suprimir tributos em favor de alguns empresários e contribuintes, também citados nas denúncias.

Entre os servidores envolvidos estão o gerente de Cadastro Imobiliário da Secretaria de Fazenda, Claudinei Sisner; o supervisor do mesmo departamento, Marcos Paulo Modesto; e a ex-estagiária da prefeitura, Camila Azarias, filha de Carlos Azarias.



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